Palavrinha mágica e sintetizadora de relações. É o DNA da empatia, é o santo que bate. É o que une ou separa. Sem sinergia, você pode até reconhecer qualidades na pessoa, mas a coisa não vai pra frente. Sem sinergia não há alegria.
Um torcicolo em que cabeça e pescoço são mais do que nunca dependentes ao corpo. Chutar a porta com o dedo mindinho do pé. Bater a cabeça na quina da mesa. Um tombo daqueles dignos de videocassetada. Nenhuma dor é tão escandalosa como a dor na alma. A dor na alma é vulnerável a garoas. Então por aí já se pode imaginar o sofrimento que uma tempestade traz. E eu pergunto outra vez: existe gelol para a alma?
Uma jovem e um menino de rua estão lado a lado aguardando o sinal fechar para atravessar a avenida. Ele está abrindo a embalagem de um Cup Noodles. Ela o observa. Ele joga o plástico na rua. Ela o intercepta: - Ei, não jogue lixo na rua, não. É feio. Ele responde: - Lixo na rua é feio. E eu?
As minhas luas são tantas que até perco as contas. Às vezes são dias inteiros no escuro, sem que o sol apareça, sem que a paz aconteça. As minhas luas me deixam nua e crua de dor. Fico em carne viva e até Deus duvida do meu amor.
Eu me apropriei dos sonhos. Mas sonhos não são propriedades de ninguém. Eles estão aí, livres, leves e soltos no espaço, feito balões, para quem ousar pegá-los. E quando se pega, se sofre, porque sonhos são lindos e muito alegres. No entanto, sonhos não são dignos de pessoas. Apenas de corações.
Amanhã não é futuro. Amanhã é dia de passado, sem presente. Amanhã é um dia que nunca deveria ter chegado há dois anos. Amanhã é um dia de distâncias entre o que foi e o que nunca mais será. Amanhã é um dia para ficar em casa. E não porque é feriado. Mas porque é dia doze.