É libertador saber que não se pode controlar pessoas. E é libertador à medida que é aterrorizador não poder controlá-las. Quando você se dá conta disso, percebe o quanto é feliz por apenas fazer sua parte.
Às vezes é difícil perceber o óbvio. O óbvio é claro demais, e a gente precisa mesmo do escuro pra tentar enxergar alguns detalhes com mais clareza. O problema é ver o mundo cor-de-rosa quando se é daltônico. Aí, enquanto você sorri para o mundo, o mundo ri de você. E foi assim, tentando fazer a coisa certa que fiz do jeito mais errado que existia. Tudo se perdeu pelo caminho e ele, que era para ser futuro, virou passado. Mas um passado difícil de ser esquecido e ruim de ser lembrado. Virou particípio. Porque podíamos ter ficado juntos. Podíamos ter dado certo. Podíamos ter casado. Podia ter sido o homem da minha vida. Verbalizar uma vontade nem sempre é gramaticalmente correto. Porque você pode conjugar um verbo no tempo errado. O que você acha que será às vezes já foi há muito tempo ou, ainda, não-era-pra-ser. Você ainda pode, seguramente, querer conjugar um verbo irregular. Mas, meu caro, debalde. Não adianta forçar sentimento. Nem para o melhor deles, que é o amor. Você, que sempre...
Relacionamentos, de todos os tipos, são como as estações do ano: começam floridos, depois esquentam, aí amornam, até finalmente esfriarem. A metáfora, tão cheia de verdade, não é o acaso de um encontro perfeito. Mas duas partes de um mesmo Todo, que insiste em nos ensinar que a única constância na vida são suas inconstâncias. A felicidade está em saber usar o casaco adequado, lançar mão de um bom guarda-chuva e deixar passar. Ou então, escolher um bom filtro solar, porque até nos dias mais quentes é possível se machucar. Proteja-se, apenas. E deixa, deixa passar...
De uns anos pra cá venho buscando respostas pra muitas coisas que fogem à nossa compreensão. Mas especialmente este ano, comecei com uma vontade enorme de me conhecer mais. Saber o que se passa dentro da minha cabeça e do meu coração. Entender por que sofro tanto com certas coisas e não sei lidar com tantas outras. Saber o que é o medo, a dor, a tristeza, a angústia, o vazio. O porquê da raiva, das brigas, dos conflitos, da impaciência. E desde então, tenho lido muito sobre tudo que é relacionado. Até que eu descobri o Corpo de Dor. Você já tinha ouvido falar sobre isso?! Eu não. E pra mim, essa descoberta foi surpreendente. O Corpo de Dor é como se fosse um outro você dentro de você. Mas um você do "mal". O Corpo de Dor é uma energia semiautônoma que vive dentro da gente e existe exclusivamente para a sobrevivência. E como um ser vivo que é, precisa se alimentar. Mas se alimenta da infelicidade, de emoções negativas, do sofrimento. Acho até que o pensamento ruim é o prato pr...
Comentários